Traduzindo aqueles que nos traduziram: Uma perspectiva crítica decolonial de tradução a partir das amazônias.

Na próxima sexta-feira (17), das 17h às 19h horário de Rio Branco, o professor Helio Rocha (UNIR) e o professor Rogério Mendonça (UFAC) vão discutir o processo tradutório de narrativas de viajantes de língua inglesa pela América do Sul, em especial, aos empreendimentos ‘viagísticos’ pelos mundos amazônicos, de onde se posicionam para tecer comentário sobre o processo de Tradufagia, que faz emergir no elemento de sua composição o termo grego ‘fagia’, que exprime a ação de comer, de alimentar-se, devorar. ‘Bebem’, portanto, na fonte do processo tradufágico do relato de um missionário anglicano pelos mundos chaquenhos na última década do século XIX e na primeira do século XX.
O termo tradufagia como rito antropofágico do texto submetido ao processo tradutório; trafufagia, então, como ato de ingestão de uma textualidade que, dentre inúmeras ações colonialistas, engessa o Outro, a sociedade e os mundos chaquenhos traduzidos. Metaforicamente, seria abrir o texto escrito em língua inglesa [como dito anteriormente] e procurar [des]traduzir certa discursividade, de modo que o produto desse ato tradufágico desfaça, desmonte certas violências verbais presentes nesse texto em inglês e o reconstrua desdizendo, negando algumas representações, sempre que possível, construções sígnicas subalternizantes da(s) cultura(s) textualizada(s)/traduzidas. Julgam, os professores, que esse processo seja politicamente ético, porque “o ato ético consiste em reconhecer e em receber o Outro enquanto Outro”, como pontua BERMAN (2007, p. 68). O que entendem por ‘outro’ nesse processo é o nativo do Gran Chaco, em especial os Enxet, como também o missionário anglicano em sua tradução do mundo chaquenho.

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